Homenaje a Chavela Vargas

“La muerte es lo más hermoso del mundo, es así como una bailaora de flamenco, peluda y morena y además agresiva.” – Chavela Vargas (1919 – 2012)

Quisiera yo ahora un poema o una historieta que dijera a mí lo que dice Chavela Vargas. Aquella América o España tristes, que saben de su estado, y que te muestran, te asombran, hacen todo contigo al mismo tiempo, como un viaje psicodélico por paisajes áridos al sonido de una guitarra, una guitarra gitana, una guitarra ranchera. Y la voz de Chavela que te guía y te rasca, que te corta el corazón, y te hace llorar como un niño, un niño que no sabe por qué llora, pero llora y no quisiera nada más que su mamá, que le acariciara el pelo y le cantara – una otra vez como Chavela, como el espíritu de Chavela – y recitara las palabras ciertas aunque duras, que traerían paz. Y como un mantra que se repite por toda la humanidad, la voz de Chavela Vargas, las costumbres rurales y quizás un buen poema realista mágico nos dejan en paz. Las frases habladas por Chavela en el intervalo entre las canciones, las pequeñas lecciones de sabiduría. Y escuchamos, y lloramos, y nos sentimos en paz en un espectáculo de catarsis. Y no hay arrepentimientos.

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The Curious Case of Benjamin Button, by F. Scott Fitzgerald – 9129

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Tauromaquia

As touradas continuam vivas. Atacadas, porém vivas. Ao menos na Espanha e na França, onde tive a oportunidade de assistir a espetáculos tauromáquicos, as touradas vão muito além de serem apenas armadilhas para turistas. Milhares de locais se aglomeram nas plazas de toros para ver seus ídolos, os toreros, entrarem num duelo de vida ou morte (na teoria) contra o touro.

Por seu caráter selvagem, são muito atacadas pelas associações de direitos dos animais, e não são bem vistas pelo mundo ocidental de maneira geral.  De fato, nem dentro da Espanha as touradas são consenso. A Catalunha barrou as touradas de seu território, e esse ano ocorreu a última tourada da Plaza de Toros Monumental, em Barcelona. Em geral a população mais jovem é contra. A consequência natural é que no futuro elas acabariam por falta de público, o que poderia levar a uma proibição. Mas por enquanto estão muito vivas.

Os defensores afirmam que o touro de lidia é muito melhor tratado que o gado de corte, e que mesmo seus momentos finais são melhores que o abatedouro. Não que seja motivo convincente para a defesa (afinal, menos pior também é ruim), mas ver uma tourada, que na visão de seus defensores é melhor que o abate, realmente me fez pensar na relação com o consumo de carne.

Pessoalmente sou contra touradas. Não há motivos para continuar existindo. É o mais próximo que temos dos gladiadores romanos, e com certeza evoluímos como sociedade. Mais do que isso, as touradas são financiadas com dinheiro público. Não é um espetáculo que se sustenta sozinho, e toda a cadeia tauromáquica, desde as ganaderías até os heróis, toreros, são sustentados pelo contribuinte espanhol. Se eu fosse um cidadão espanhol, independente da crise, não gostaria de ver o meu dinheiro sendo gasto com toros. Bom, na realidade a Espanha ainda tem algumas preciosidades, como a monarquia, que em si não precisariam existir.

Num momento em que austeridade é palavra de ordem, o gasto com touradas realmente me parece supérfluo. Mas, mais uma vez, eu sou brasileiro, e não espanhol. Um espanhol defensor de touradas afirmaria que esse é um gasto para manter um patrimônio cultural, e seria tão importante quanto gastos em museus ou óperas, que também não conseguem se manter comercialmente.

Contudo, não se pode negar o motivo da existência de touradas. Os espetáculos taurinos remontam a uma época em que a natureza ainda era selvagem, inexplorada. Uma natureza que dava medo.

Meu pai nasceu em uma cidadezinha pequena, no Sul do Brasil. Cresceu nessa cidade, povoada por colonos italianos que detêm pequenas porções de terra. Ainda hoje, nessa região, há vários hectares de mata atlântica nativa, intocada. E meu pai se lembra, de quando era criança, do dia que a última onça foi caçada na região. Era uma onça grande, que assustava os lavradores em seu ofício. No dia em que foi morta, os “heróis” desfilaram com ela pela cidade, para alegria de todos, que podiam ficar mais seguros. Isso deve ter sido no final dos anos 60.

Hoje, mesmo com a caça abolida, meus tios que ainda trabalham no campo sabem bem o risco que significa um porco do mato. E eles sabem muito bem o perigo que um touro solto no pasto representa. Acho que todo mundo que trabalha no campo tem alguma história de correr de touro, para não ser chifrado. Nunca fui perseguido por um touro, contudo, só de tentar fazer carinho numa vaca presa para ordenha, vi o quanto esses animais podem ser ariscos. Não que interfira no argumento, mas como curiosidade, nenhum de meus tios apoia a tourada.

De novo, isso não é motivo para que uma festa que envolva a morte do touro continue existindo. Continuo sendo um defensor de seu fim, e aplaudo o exemplo de Barcelona. Mas me faz pensar em alguns aspectos.

Primeiramente, em como nossa civilização urbana ocidental foge da visão da morte. Enquanto nossos antepassados se dedicavam a ir toda semana à igreja para expiar seus pecados, pensando no pós-vida, nós guardamos nossos domingos a ir correr no parque. Nossos antepassados criavam a própria comida, e matavam seus bois e galinhas para ter carne.

Uma tourada para algum antepassado não tão distante – talvez seu tataravô – não seria nada excepcional (lembrando-se também que seus antepassados matavam bois a facadas). Possivelmente ele juntaria a família e assistiria ao espetáculo. E torceria pelo toureiro, sem maiores implicações. Inclusive já tivemos touradas no Brasil, que foram abolidas por Vargas.

Não fui atrás de literatura (e nem vou), mas não sei de quando data a primeira crítica à tauromaquia. Hemingway – ele mesmo um aficionado – já citava o desprezo de alguns de seus contemporâneos (todos de criação urbana) aos espetáculos taurinos. Mas claro, o repúdio à tauromaquia como opinião geral não deve datar mais de quarenta anos.

Evoluímos, claro, e conseguimos nos manter distantes dos aspectos mais cruéis da sobrevivência. A invenção de frigoríficos foi uma revolução para o mercado urbano, com falta de espaço para criar gado. E isso obviamente é muito bom. Não temos problemas em conservar comida, não precisamos aproveitar o boi inteiro e apenas selecionamos as partes que nos interessam para consumo – o que torna a carne e o processo produtivo mais barato.

Claro que por outro lado, deixamos de ter a morte ao nosso lado. Isso explica ao menos parcialmente o motivo da paz nas sociedades urbanizadas nos últimos cinquenta anos. Paz essa que possibilitou a criação de entidades como a União Europeia.

Pode parecer contraditório, muitas pessoas acreditam que nunca vivemos em tanta guerra. Talvez em termos absolutos, nunca tantas pessoas morreram em guerra, especialmente as de caráter interno. Abrimos o jornal e vemos notícias da Síria, do Mali. Fora a Somália que não existe como Estado há cerca de vinte anos.

Mas se olharmos relativamente, nunca estivemos tão em paz. Primeiramente, a guerra já é identificada como algo ruim e utilizado apenas em situações extremas. Ou vocês duvidam que cem anos atrás a Coreia do Norte e o Irã já teriam iniciado uma guerra?

Em outro ponto, a dose de crueldade da humanidade diminuiu drasticamente. A pena de morte foi abolida na maior parte das sociedades urbanizadas ocidentais (sendo os Estados Unidos a grande exceção). Para servir de exemplo, uma diversão típica do Renascimento e Idade Moderna era torturar gatos. A guilhotina foi um instrumento usado especialmente no chamado Século das Luzes. E são quase unanimemente considerados incabíveis atualmente, como são consideradas incabíveis pela sociedade urbana ocidental a diversão de alguns chineses em atirar cabras e cachorros vivos para leões em zoológicos.

E nesse ponto entra a tourada. A tourada nada mais é que um dos resquícios da sociedade rural, acostumada à morte, com guerras e saques constantes – a sociedade que criava e matava sua própria carne. A extinção dessa sociedade no continente europeu não é um evento de outras eras.

Há setenta anos o continente europeu passava por sua maior guerra, e isso significa que muitas pessoas vivenciaram esse período, ou ao menos são filhos de cidadãos que sabem (ou sabiam) muito bem o que significava pegar fila para o pão – escasso devido os conflitos. Anciãos que ainda se lembram de serem afastados de sua família para lutar – talvez morrer – por uma pátria que muitas vezes nem era a sua.

E essa linha de pensamento oriunda dos tempos rurais, apesar de ter sido extinta de maneira hegemônica no continente europeu – ou extrapolando, para toda sociedade ocidental urbanizada, ainda se mantém viva e de maneira ativa em pequenos fragmentos.

Eu, como filho de meu tempo e sociedade, partilho da visão urbana ocidental, de que a crueldade não deveria ser incentivada como forma de diversão. E nem como forma de punição. E nem de forma alguma, na realidade.

O peso do relativismo cultural é muito grande em algumas críticas. Não podemos julgar outra cultura com os valores que nossa cultura considera importantes e invioláveis, se relativizarmos. Esse argumento serve para encobrir absurdos como a existência de homens-bomba, ou a imposição de véus para mulheres em alguns países islâmicos. Claro que ninguém é louco de defender, sob nenhum argumento, a mutilação genital de mulheres na África ou a execução de homossexuais.

Nesse sentido, não poderíamos julgar o público das touradas. Eles fariam parte de um background cultural diferente da sociedade urbanizada espanhola, por exemplo. Não à toa, as touradas estão sendo exportadas para a China, que tem uma formação cultural completamente distinta da nossa.

Pessoalmente, não sou fã desse argumento, em nenhum aspecto. Alguns valores são para mim universais, como o respeito à vida – humana ou não, respeito às liberdades individuais, e direito de liberdade de pensamento e expressão, por exemplo.

Esse resquício da sociedade ruralizada que corresponde às touradas deveria ter sido extinto há muito tempo. Algumas soluções intermediárias (que não satisfariam os aficionados) são possíveis, como as touradas portuguesas em que não se mata o touro e tem o objetivo apenas de pular sobre o animal – nervoso por natureza.

A extinção desse espetáculo – ao menos nas sociedades urbanizadas da Europa e América Latina, é visível e tem prazo mais ou menos certo. Em duas ou três gerações espero que não mais vivenciemos os gládios com animais. Contudo, não estou seguro de seu fim em paradas mais distantes, que acabaram de iniciar a tradição. Aplaudo o exemplo de Barcelona, que transformou uma de suas antigas arenas num belíssimo shopping center, que mescla a arquitetura típica desses estádios com toques  de modernidade. Um verdadeiro ritual de passagem da sociedade rural do passado para a urbanização organizada.

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Efeitos colaterais de Neymar Jr.

Não sou fã de Neymar Jr. Qualquer pessoa que me conhece sabe que não aprecio o estilo do jogador, mas muito mais do que isso, não gosto da maneira que ele se porta e da repercussão de alguns de seus atos na sociedade. Por outro lado, já afirmei em meu post inaugural que um dos meus pontos fracos é esporte. Por isso não quero que este seja um texto sobre esportes. Não pretendo aqui avaliar o rendimento do jogador, ainda que esteja extremamente aquém dos dois maiores nomes do futebol atual – Messi e Cristiano Ronaldo – isso com todas as ressalvas feitas aos diferentes estilos e campos em que jogam os craques e Neymar.

Escrevo esse texto logo após assistir à entrevista do atacante com Jô Soares. Pessoalmente, considero que um teste para mostrar o quão interessante é uma pessoa é a habilidade de fazer o Jô calar a boca. E claro, isso está intimamente ligado com a capacidade de articulação.

E como esperado, praticamente só o Jô Soares falou. Neymar praticamente só ria a cada pergunta. Aliás, digo mais, o Bira em sua pequena intervenção falou mais que o jogador. Com certeza se articulou melhor. Não vou ser nem um pouco disfêmico ao afirmar que meu primo de onze anos renderia uma entrevista melhor sobre futebol. Praticamente a única afirmação completa dita por Neymar confirmou apenas o que todos sabemos: que ele pipoca. Mas pelo menos ele deu um motivo, e acredito que essa foi sua única construção argumentativa em toda a entrevista.

Fora o encontro com o Jô, não gosto da história do jogador per se. Neymar Jr. segue o sonho frustrado de ser estrela do futebol de seu pai, que é quem administra toda a carreira e patrimônio do boleiro. Eu não simpatizo com quem segue os sonhos dos pais sem pensar a respeito, como aqueles casos de famílias de advogados ou médicos, muito tradicionais na classe média alta. Eu sempre penso que ou a pessoa é muito infeliz por não ter seguido outra carreira ou é simplesmente passiva ao extremo para aceitar o destino criado por outros, e nem pensa a respeito. Em exceção, eu também conheço pessoas que apesar de seguirem o ramo escolhido pela família, realmente possuem a vocação.

Porém, infelizmente, e eu corro o risco de estar sendo injusto com o rapaz, Neymar não é uma exceção. Ele aparenta ser um daqueles jovens tapados que simplesmente seguem o plano que seus pais lhe impuseram, em troca de conforto material e de evitar conflitos. Poderiam argumentar que eu estou equivocado, afinal, como poderia ele jogar tanto (para padrões do futebol brasileiro, ressalto) sem ter vocação? Em minha opinião, Neymar apenas se acostumou com seu plano e treinou muito com especialistas, fazendo estágio no Real Madrid ainda bem novo. Talvez com sua genética pudesse ser um bailarino do Bolshoi, quem sabe.

Mas claro, o mais importante para mim sobre sua carreira é o marketing. Com vinte e um anos o jogador tem marca própria e fundação, e é impossível fugir de seu penteado horrível nos anúncios publicitários e exposição em periódicos. Eu não tenho acesso a dados estatísticos, mas tenho certeza que com essa idade craques como Ronaldo, Romário ou Zidane não tinham nem metade da exposição que tem Neymar.

E é curioso que as duas características que citei aqui sobre o jogador – a falta de vontade própria e o marketing – aliam-se em uma decisão que Neymar pai tomou: a de manter seu filho no futebol nacional, por ora, ao menos. Ao deixar o jogador no Santos, Neymar pai capitaliza muito em torno do marketing interno. Em terras nacionais, o atacante é rei. E isso obviamente o torna mais cobiçado para o mercado externo. E por outro lado, isso só demonstra uma vez mais a falta de vontade de Neymar Jr. Sem definição, sem objetivos, o jogador apenas flana em sua carreira – bem sucedida de uma maneira ou de outra. Mais uma vez de forma pessoal, eu gostaria de ter um craque com caráter, com atitude e ambição. Que soubesse o que quer conquistar, quantos gols quer fazer. Nesse sentido Barcos ou Guerrero são mais craques que Neymar.

E eu nem quero fazer maiores elaborações sobre o fato de Neymar ter popularizado a música do Tchu Tcha, que é apenas mais um sintoma dessa passividade do jogador. Além de ter sido um dos maiores gestos de mau gosto da história do futebol. E olha que o futebol em geral é bem escasso de bom gosto.

Não gosto de extrapolar ou criar um cenário apocalíptico, mas sinto que a atitude de Neymar é a que melhor representa o zeitgeist (ou pra homenagear o nome de meu blog, l’esprit du temps) da sociedade brasileira.

Não é necessário argumentar quando o desemprego é virtualmente inexistente, quando há mais vagas do que mão-de-obra. Podemos dispensar o exercício da lógica enquanto o dinheiro entra e não dá sinais de parar. E isso na verdade é muito bom, a oferta ampla de empregos é o sonho de qualquer sociedade (e de qualquer governante). Se há dinheiro para comprar iates e ir a baladas caras, pra quê questionar?

Mas isso traz também alguns inconvenientes. Por exemplo, o questionamento do crescimento pífio do PIB brasileiro foi quase nulo pela população. Não vi ninguém preocupado com isso, ou em como essa quase estagnação poderia significar uma redução dos postos de trabalho, e quem sabe até demissões. Ninguém anda muito preocupado com a inflação, que está em níveis assustadores para qualquer país sério. Nem eu, na verdade.

Não, isso não é culpa de Neymar, ainda que ele seja um dos sintomas desse desprezo da sociedade brasileira pelo questionamento. E friso, eu não estou afirmando que estamos decaindo, muito pelo contrário. A condição de vida do brasileiro nunca esteve melhor. Mas infelizmente, o gosto pela crítica e argumentação diminuiu e muito.

Gostaria apenas de ressaltar outro detalhe: a minha crítica é diversa do famoso país do carnaval e futebol. Os dois espetáculos existem em conjunto no Brasil desde o começo do século XX, e o país já foi mais contestador e mais ativo mesmo com as duas infames atividades de entretenimento. Aliás, os próprios carnaval e futebol já foram críticos diversas vezes ao longo de nossa história.

Eu acredito que o futebol muitas vezes dá indícios de como anda a sociedade. Outro exemplo? Cristiano Ronaldo, um jogador incontestavelmente superior a Neymar, só recebe reclamações no país em que atua, e mesmo em seu país de origem. E com uma capacidade argumentativa inúmeras vezes maior que o atacante santista. Curiosamente são países em crise, com desemprego recorde, em que a população se manifesta de uma maneira que não era vista há trinta anos. Não quero criar nenhuma teoria, mas esse é um exemplo que se aplica. Cristiano Ronaldo nunca sentaria num sofá de um talk show e ficaria apenas dando risada. Provavelmente iria se defender de ataques vindos do apresentador e da plateia. Mesmo tendo metas muito claras, como ser conquistar a bola de ouro de seu rival, Messi.

Talvez Neymar vá a Europa e brilhe, possivelmente irá para lá e perderá seu status de estrela maior em alguns anos, como aconteceu com Robinho e outros tantos. Talvez se mantenha como rei do futebol nacional no Santos. Nada disso invalida sua completa falta de capacidade argumentativa e a devoção cega de alguns de seus fãs que não conseguem enxergar um pouco além.

P.S.: Apenas de forma jocosa: Neymar é tão ruim que nem o Word reconhece seu nome como palavra da Língua Portuguesa.

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L’Esprit du Temps, by M. – 5053

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